Na manhã deste sábado (17/10), a capital amazonense ficou sob uma densa camada de fumaça, com índices de poluição atmosférica em níveis críticos. Dados da Defesa Civil de Manaus indicam que, por volta das 6h30, a concentração de material particulado fino (PM2,5) chegou a 401,4 µg/m³, muito acima do limite seguro recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

A fumaça, proveniente de queimadas em municípios vizinhos e em outros estados da Região Norte, reduziu a visibilidade e alterou a rotina dos moradores, gerando alerta de saúde pública. Grupos vulneráveis – crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias – são os mais expostos aos efeitos nocivos dos poluentes.

Em resposta, o prefeito Renato de Souza Júnior fez um apelo público, solicitando que os governos estadual, federal e organismos internacionais atuem de forma coordenada no combate aos focos de incêndio. O executivo municipal destacou ações locais, como plantio de árvores, irrigação de áreas públicas e campanhas de conscientização, mas ressaltou que o controle efetivo dos incêndios fora dos limites da capital depende de intervenções de esferas superiores.

A situação reforça a necessidade de políticas de prevenção e manejo de queimadas na Amazônia, sobretudo diante das previsões de aumento da incidência de incêndios na estação seca. Autoridades de saúde e meio ambiente continuam monitorando a qualidade do ar e orientando a população sobre medidas de proteção.