No segundo debate presidencial, realizado na TV Globo na sexta‑feira (23/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL) confrontaram‑se diretamente sobre políticas sociais e a gestão anterior. Lula destacou erros da administração de Jair Bolsonaro e utilizou um cálculo de salário mínimo para contrastar seu programa com o do adversário, enquanto Flávio repetiu críticas ao governo atual e questionou a transparência da reforma tributária proposta por Lula.
Durante a transmissão, o senador acusou Lula de “dar com uma mão e tirar com nove dedos” ao aprovar impostos, o que gerou reação furiosa do presidente, que exigiu respeito e pediu desculpas ao colega. Flávio, em tom mais conciliador que no primeiro debate, chegou a pedir desculpas ao petista.
O debate também trouxe mudanças de figurino: Flávio, antes de paletó e camisa social, apareceu de terno e gravata, enquanto Lula, que costumava usar gravata, compareceu sem o acessório. Os candidatos ainda abordaram temas regionais, como o Nordeste e o Centro‑Oeste, e questões como a dívida pública, a ampliação de licença para mulheres e o Sistema Único de Saúde.
A transmissão foi analisada por Francisco Leali para o Estadão Política, que destacou o tom mais agressivo de Lula ao tentar “emparedar” Flávio com o passado de seu pai, Jair Bolsonaro, e as estratégias de posicionamento adotadas pelos candidatos antes da eleição prevista para o domingo (25/10).
