Na tarde de terça‑feira (20/10), a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do próprio presidente e de seus familiares, abrangendo os últimos oito anos. O requerimento estabelece que a divulgação desses dados só será efetivada se o senador Flávio Bolsonaro (PL) concordar em abrir, nas mesmas condições, seus sigilos e os de seus parentes e empresas vinculadas.
A petição, que tem prazo de resposta até quarta‑feira (21/10), argumenta que a medida garante ao eleitorado o direito à informação antes do segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro. Caso Flávio Bolsonaro aceite a proposta, os documentos seriam publicados no portal DivulgaCandContas ou em outro sítio oficial.
O pedido surge após o senador Flávio Bolsonaro ser mencionado em dois inquéritos: um da Polícia Federal, remetido ao Supremo Tribunal Federal em 8 de outubro, que investiga suposta lavagem de dinheiro envolvendo seu advogado; e outro, aberto em julho, que apura o financiamento da cinebiografia “Dark Horse” sobre o ex‑presidente Jair Bolsonaro. Em evento de campanha em São Luís (MA), Lula reiterou o desafio lançado durante debate da Band em São Paulo, no domingo (18/10), de que ambos os candidatos abrissem seus sigilos para que a sociedade saiba quem é “ladrão” ou “corrupto”.
A defesa de Lula listou os familiares que teriam seus dados incluídos no pedido, bem como as empresas associadas a Flávio Bolsonaro, entre elas All In One Corretora de Seguros Ltda., Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda. e a offshore Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, Portugal. Fonte: Poder360.
