Na tarde de 20 de outubro de 2026, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compartilhou nas redes sociais um trecho da entrevista concedida por Daniella Marques, coordenadora econômica do senador Flávio Bolsonaro (PL), para a rádio CBN na Bahia. Na entrevista, a assessora sugeriu que, caso fosse aprovada, a proposta de transição do Bolsa Família estabeleceria um prazo de dois anos para que os beneficiários conseguissem emprego formal ou abrissem um negócio, com retorno automático ao programa caso não obtivessem sucesso.
A mensagem foi utilizada pelos aliados de Lula para reforçar a crítica ao chamado “tesouraço” – a promessa de corte de R$ 200 bilhões nas contas públicas feita por Flávio Bolsonaro. O áudio recortado foi divulgado no perfil oficial do PT e republicado pela conta do presidente, que o vinculou a uma suposta intenção de acabar com o programa de transferência de renda.
Flávio Bolsonaro reagiu nas redes sociais, negando que a proposta signifique o fim do Bolsa Família e acusando a campanha petista de espalhar fake news. O senador afirmou que, mesmo em um eventual governo do PL, o retorno ao programa seria automático caso o beneficiário perdesse o emprego ou não mantivesse o negócio, e classificou a interpretação de Lula como “mentira”.
A coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, explicou que a regra de transição seria “um início de jornada” para que os beneficiários deixassem de depender do programa de forma permanente, mas não indicaria seu encerramento. Até o momento, não há documentos oficiais que confirmem a adoção da medida nem declarações adicionais de autoridades do governo federal.
