Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou, na reta final da disputa presidencial, a estratégia de mobilizar eleitores para o segundo turno, marcado para o domingo, 25 de outubro. A campanha destaca a necessidade de reduzir a abstenção – que no primeiro turno chegou a 33 milhões de eleitores, equivalente a 21,08 % do eleitorado apto – e apresenta propostas de agenda positiva, como a gratuidade do transporte público nos fins de semana e a consolidação da aprovação da PEC que elimina a escala de trabalho 6 × 1.
A proposta de emenda constitucional que garante transporte gratuito nos fins de semana foi anunciada por Lula em 15 de outubro e segue em tramitação no Congresso, com apoio do coordenador político da campanha, senador Camilo Santana (PT‑CE). O presidente indicou que o financiamento virá de emendas parlamentares, embora reconheça que a medida ainda precisará ser debatida nas casas legislativas.
A campanha também se apoia nas recentes vitórias no Congresso: a PEC que põe fim à escala de trabalho 6 × 1 foi aprovada pelo Senado em dois turnos em 14 de outubro e promulgada em cerimônia no Congresso em 16 de outubro, com a presença de Lula. Além disso, foi aprovado o projeto de lei complementar que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI).
Segundo auxiliares da campanha, o programa eleitoral deve enfatizar a importância do voto ao longo da semana que antecede o segundo turno, buscando converter eleitores indecisos, quem votou em branco ou nulo e os que se abstiveram no primeiro turno. Pesquisas recentes da Datafolha e da Quaest apontam recuperação de Lula na disputa contra Flávio Bolsonaro, reforçando a estratégia de combinar mobilização e propostas populares.
