O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reorganizou a campanha para o segundo turno, ampliando a participação de Edinho Silva, Camilo Santana e Rui Costa na articulação política e adotando um tom mais agressivo contra Flávio Bolsonaro (PL). Mesmo com a nova estratégia, as pesquisas divulgadas nos últimos dias mantêm o cenário de empate técnico. A pesquisa Vox Brasil, publicada nesta sexta‑feira (23/10), mostrou Lula com 50,6% dos votos válidos contra 49,4% de Flávio, dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais. O Datafolha, divulgado na quinta‑feira (22/10), registrou empate em 50% a 50%, enquanto o PoderData/Aya apontou 49% para Lula e 51% para Flávio. Na compilação do Poder360, publicada na mesma quinta‑feira, Flávio liderava em 16 dos 17 levantamentos, com Lula à frente apenas na Vox Brasil.
A campanha concentra esforços no Nordeste, onde Lula obteve 63,77% dos votos válidos no primeiro turno, ainda que cerca de 300 mil a menos que em 2022, e no Sudeste, onde Flávio venceu o primeiro turno e a taxa de abstenção foi a maior do país (22,7%). Diretores da equipe presidencial afirmam que o petista precisaria de uma vantagem de cerca de dois pontos percentuais para considerar o cenário seguro, enquanto a evolução das pesquisas até a votação, marcada para o domingo (25/10), será decisiva.
Além da reestruturação da equipe, Lula antecipou medidas de governo e intensificou a mobilização nas redes sociais. No entanto, a falta de um sucessor com projeção nacional, a dificuldade de atrair eleitores jovens e a necessidade de reduzir a abstenção – ainda superior a 8 milhões de eleitores – permanecem como desafios para a campanha.
