A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou R$ 123,78 milhões provenientes do Fundo Eleitoral, além de R$ 150 mil do Fundo Partidário e R$ 2,98 milhões em recursos privados. Já a do senador Flávio Bolsonaro (PL) contou com R$ 47 milhões do Fundo Eleitoral, R$ 13,65 milhões do Fundo Partidário e R$ 38,85 milhões em doações privadas, valor 13 vezes maior que o da campanha presidencial.

Os números foram extraídos do sistema DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 22 de outubro de 2026, abrangendo a arrecadação acumulada desde o início da campanha, em agosto, e incluindo os dois turnos eleitorais. No período de 5 a 20 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu R$ 30,56 milhões em receitas privadas, enquanto Lula declarou apenas R$ 795,3 mil.

Entre os maiores doadores privados de Flávio Bolsonaro estão Elói Vitório Marchett (R$ 2 milhões), Wilson Francisco Rotta (R$ 1,8 milhão) e Nelson José Vigolo (R$ 1,1 milhão). Na campanha de Lula, os principais contribuintes foram o ex‑ministro Guido Mantega (R$ 20 mil) e Inês da Silva Magalhães (R$ 10 mil), além de repasses de plataformas de financiamento coletivo que totalizaram R$ 678,9 mil.

Esses dados revelam uma diferença significativa na origem dos recursos: enquanto o presidente Lula depende majoritariamente de fundos públicos, Flávio Bolsonaro tem a maior parte de seu financiamento proveniente de doações privadas, o que pode influenciar estratégias de campanha no segundo turno marcado para 25 de outubro de 2026.