Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) arrecadaram, respectivamente, R$ 127,2 milhões e R$ 105,8 milhões em recursos de doações individuais, fundos eleitorais e partidários para a disputa presidencial de 2026. Os números, extraídos do sistema DivulgaCand do Tribunal Superior Eleitoral, foram consultados pelo Poder360 em 22 de outubro de 2026.
Até o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula recebeu R$ 87,6 milhões, enquanto Flávio arrecadou R$ 68,7 milhões. Na fase subsequente, a partir de 5 de outubro, os candidatos somaram mais R$ 39,6 milhões (Lula) e R$ 37,1 milhões (Flávio). A maior parte dos recursos provém de repasses partidários: o PT destinou R$ 124,1 milhões ao candidato, quase todo proveniente do Fundo Eleitoral, e o PL repassou R$ 68,1 milhões a Flávio, entre Fundo Eleitoral, Fundo Partidário e doações individuais.
Entre os maiores doadores individuais de Flávio, quatro são ligados ao agronegócio, destacando‑se o empresário Eloi Vitorio Marchett, que contribuiu duas vezes com R$ 1 milhão. Lula também recebeu doações de financiamento coletivo (R$ 1,1 milhão) e de apoiadores como Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, do setor de biodiesel.
O levantamento mostra que, em 2026, o Fundo Eleitoral destinou R$ 615 milhões ao PT e R$ 881,7 milhões ao PL, dentro do total de R$ 4,9 bilhões distribuídos entre os 30 partidos, cifra que se mantém igual à de 2022. Em 1º de julho, o TSE manteve os limites de gastos para as candidaturas presidenciais em R$ 88.944.030,80 no primeiro turno e mais R$ 44.472.015,40 no segundo turno.
