O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que pretende focar em propostas e evitar provocações do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial transmitido pela TV Globo na sexta‑feira, 23 de outubro de 2026. Em entrevista ao QG da campanha, no Lago Sul, em Brasília, o marqueteiro da candidatura, Sidônio Palmeira, afirmou que a estratégia será “propositiva”, abordando o futuro do país e os problemas da população.

Paralelamente à transmissão da Globo, o deputado federal André Janones (Avante‑MG) realizará uma live de 24 horas para mobilizar apoiadores e ampliar a repercussão do debate nas redes sociais. A iniciativa, que faz parte do “Exército do Lula”, busca engajar os 9 milhões de membros do canal de apoio no WhatsApp e checar declarações dos candidatos.

A campanha de Lula também destacou suas principais bandeiras para o segundo turno, como o fim da escala 6 × 1, o reajuste do Bolsa Família, medidas para microempreendedores individuais e a proposta de gratuidade do transporte público nos fins de semana, já encaminhada ao Congresso por meio de PEC. O presidente chegou a treinar o discurso na quinta‑feira (22/10) com a equipe de campanha, incluindo Sidônio Palmeira, Camilo Santana (PT‑CE) e Rafael Fonteles (PT‑PI), e cancelou uma entrevista à Record na quarta‑feira (21/10) devido a problemas de voz.

A Globo estabeleceu regras para limitar a movimentação dos candidatos durante o debate, evitando que o senador Flávio Bolsonaro fique atrás de Lula, como ocorreu em encontro anterior. O marqueteiro comparou a postura do senador a táticas da “extrema‑direita”, citando o segundo debate presidencial dos EUA em 2016 como exemplo.