O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs neste domingo (18/10/2026) que ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) abram os sigilos bancário e telefônico de suas famílias antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. A proposta foi feita durante o debate transmitido pela Band, em São Paulo, quando Lula desafiou o candidato a “abrir a conta bancária e o sigilo telefônico” para que os eleitores conheçam possíveis irregularidades.

Lula afirmou que os documentos poderiam ser entregues ao presidente do Supremo Tribunal Federal e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral para avaliação antes da votação. Segundo ele, a medida permitiria ao povo saber quem são os “ladrões” do país e garantir maior transparência nas candidaturas.

Flávio Bolsonaro negou ter trabalhado pela imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e disse que viajou aos Estados Unidos para defender empresas nacionais, mas não respondeu ao questionamento de Lula sobre um imóvel da família. O senador também rejeitou a ideia de abrir os sigilos, mantendo que sua família não tem nada a esconder.

A proposta de Lula envolve a quebra de sigilos protegidos pela Constituição, o que exigiria decisão judicial para sua efetivação. Até o momento, não há indicação de que haja apoio institucional para a medida.