Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá que mudar a estratégia que utilizou em 2022 para vencer o segundo turno contra Jair Bolsonaro. Naquele pleito, o petista chegou ao segundo turno com 48,43% dos votos válidos, mas não conseguiu reverter nenhuma das 253 cidades que Jair Bolsonaro havia conquistado na segunda fase, mantendo a vitória nacional com 50,90% dos votos.
Em 2026, a disputa é contra Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula ficou à frente em 452 municípios, enquanto Flávio liderou em 401. Para garantir a vitória no segundo turno, marcado para 25 de outubro, o candidato precisará conquistar eleitores que se abstiveram – cerca de 33,5 milhões de pessoas, equivalentes a 21,08% do eleitorado – e também aqueles que votaram em outros candidatos no primeiro turno.
Lula tem divulgado vídeos nas redes sociais dirigidos a esse público “que não faz ‘L’ nem arminha” e aos indecisos, enfatizando que a derrota de Flávio Bolsonaro representaria perda para o país. O discurso aponta para a necessidade de “devolver o interesse” ao eleitorado ausente, estratégia que ainda não foi testada nas eleições de 2026.
A análise destaca ainda a queda de desempenho de Lula em Minas Gerais, onde no primeiro turno obteve 43,33% contra 48,24% de Flávio, e a perda de 66 municípios que havia vencido em 2022. O cenário sugere que a virada nas cidades será decisiva para o resultado final da disputa presidencial.
