O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, acabou perdendo votos nas capitais onde concentrou grande parte das ações de campanha de rua no primeiro turno das eleições gerais de 2026. Nas seis cidades – Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Brasília e Maceió – onde Lula dedicou quase metade das agendas de rua, o candidato terminou com 45,16 % dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) chegou a 47,03 %, ampliando o déficit em cerca de meio milhão de votos (457 542) em relação ao bolsonarismo.
Em contrapartida, nas 21 cidades visitadas, que incluíram 14 capitais, Lula obteve 50,8 % dos votos, ficando apenas 356 mil votos à frente de Flávio Bolsonaro. No restante do país, o presidente ficou 2,58 milhões de votos atrás, resultando em um déficit nacional de 2,23 milhões de votos, construído principalmente no interior e nas cidades médias, onde a equipe de campanha não concentrou as ações de rua.
Na sexta‑feira, 9 de outubro, Lula voltou às ruas com uma carreata em Ceilândia, na região administrativa do Distrito Federal, ao lado do candidato ao governo do DF, Leandro Grass, e da primeira‑dama Janja Lula da Silva. Em discurso, Lula afirmou que pretende “virar o rei da selfie” e prometeu virar o jogo no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A análise indica que a estratégia de concentrar a campanha de rua nas capitais não foi suficiente para reverter o desempenho desfavorável nessas regiões, sugerindo que a disputa no segundo turno dependerá de uma reorientação da campanha nos demais municípios e no interior do país.
