O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reformulou a coordenação de sua campanha ao incluir três políticos nordestinos na cúpula estratégica, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderar a votação no primeiro turno das eleições gerais, realizado no domingo (04/10). A decisão foi tomada após o petista classificar a mobilização anterior como a "menos organizada" de que participou desde 1989, informou o portal G1.
Pelas mudanças estabelecidas, o senador Camilo Santana (PT-CE) assume a coordenação política; o senador eleito Rui Costa (PT-BA) fica com a coordenação de agenda; e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI), passa a liderar a comunicação. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, permanece como coordenador-geral, mas passará a dividir as decisões com o novo grupo de nordestinos.
Nos bastidores das reuniões da cúpula, aliados apontaram falhas na estratégia anterior, criticando a centralização e o foco em temas distantes do cotidiano do eleitor. Durante encontros com parlamentares, a ex-senadora Kátia Abreu também questionou o protagonismo da primeira-dama Janja da Silva e defendeu a incorporação do vice-presidente Geraldo Alckmin ao núcleo dirigente.
Como parte da nova rota para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro de 2026, a campanha montou uma sala no quartel-general em Brasília para integrar parlamentares recém-eleitos e influenciadores digitais à estratégia de comunicação de Lula.
