O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, enviou nesta quarta‑feira (14/10) uma carta dirigida às famílias evangélicas. O documento, divulgado nas redes sociais pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, traz propostas de combate às apostas on‑line, defesa de dois dias de descanso semanal e reforço de políticas de proteção à família, saúde, meio ambiente e segurança pública. Lula pede aos fiéis “discernimento” na escolha do voto, ressaltando que a decisão nas famílias evangélicas costuma ser feita em oração.
A iniciativa ocorre em meio à campanha, na qual o presidente enfrenta resistência desse segmento do eleitorado. Pesquisa da Quaest, divulgada em 28 de setembro, mostrava Flávio Bolsonaro (PL) com 46 % das intenções de voto entre evangélicos, contra 27 % de Lula. A carta busca, portanto, aproximar o candidato ao segmento religioso que tem se mostrado decisivo nas eleições.
A ação não é inédita: o PT já havia divulgado cartas semelhantes em 2022 e em junho deste ano, enfatizando um histórico de diálogo com as igrejas. Na mesma manhã, o candidato à reeleição da União Brasil, Geraldo Alckmin, e o ministro da Justiça, Jorge Messias, lançaram um vídeo de mobilização de eleitores cristãos, reforçando a estratégia de corte de apoio entre os evangélicos.
A divulgação da carta coincidiu com a suspensão de um canal governista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas não há indicação de que o conteúdo da mensagem tenha sido alvo de questionamento institucional. Até o momento, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito é a única fonte que disponibilizou o texto completo da carta.
