Segundo o G1, pesquisas recentes apontam que 41% da população avalia a atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva como ruim ou péssima, tornando-o o presidente em exercício mais reprovado entre aqueles que já buscaram a reeleição. Na mesma proporção, 40% dos eleitores consideravam a administração de Jair Bolsonaro em 2022 com avaliação negativa, mostrando um padrão de polarização semelhante.
Os dados, compilados a partir de levantamentos de intenção de voto e avaliação de governo desde 1989, revelam que, apesar dos indicadores econômicos positivos – desemprego em 5,3%, o menor da série histórica, e inflação em queda (‑0,32% em agosto) – a percepção popular não acompanha esses resultados. O índice de inadimplência das famílias chegou a 5% em agosto, o maior patamar desde 2011, o que pode influenciar a avaliação negativa.
Lula ainda lidera as intenções de voto, com 45% de apoio, à frente de Flávio Bolsonaro, que registra 40% no primeiro turno. O governo tem usado os indicadores econômicos favoráveis em sua campanha para o possível quarto mandato, destacando a saída do Brasil da lista da ONU de países com risco de subnutrição e a expansão do programa "Desenrola" para renegociação de dívidas.
A análise do G1 indica que a desaprovação não se traduz diretamente em perda de apoio eleitoral, mas reflete a profunda divisão política no país. O próximo passo será observar como esses números evoluirão nas semanas que antecedem o primeiro turno das eleições de 2026.
