Segundo o Poder360, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) declararam ter utilizado mais de 70% do limite de gastos permitido para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Até 2 de outubro, Lula registrou R$ 65,69 milhões em despesas, o que corresponde a 73,9% do teto de R$ 88,94 milhões, enquanto Flávio informou R$ 62,95 milhões, ou 70,8% do mesmo limite.
Os números divulgados revelam diferenças nas formas de pagamento: Flávio já quitou R$ 41,31 milhões, superando os R$ 34,71 milhões pagos por Lula. Ambos ainda mantêm despesas contratadas não pagas – R$ 29,93 milhões no caso de Lula e R$ 21,64 milhões para Flávio.
Na campanha de Lula, a maior despesa foi um pagamento de R$ 31 milhões à empresa Delta3 Comunicação e Projetos, representando 47,2% do total declarado. A campanha também apontou R$ 13,2 milhões em gastos com tecnologia e dados, valor cinco vezes maior que o registrado por Flávio. Por sua vez, o candidato do PL destinou R$ 13,1 milhões à produção audiovisual, sendo a principal despesa individual o pagamento à F.A.R.O. Propaganda e Publicidade.
Os dados também mostram diferenças nos investimentos digitais: a campanha de Flávio gastou R$ 4,95 milhões no Facebook (7,9% do total), quase o dobro dos R$ 2,59 milhões investidos por Lula na mesma rede. Ambas as campanhas utilizaram transmissões ao vivo como ferramenta de divulgação, embora a prestação de contas não detalhe gastos específicos com esse formato.
O limite de gastos foi mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2026, seguindo a mesma regra adotada nas eleições de 2022. As informações ainda não foram confirmadas por outras fontes além do Poder360.
