O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL) devem comparecer ao Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta‑feira, 22 de outubro de 2026, às 11h, para formalizar autorizações que permitem a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico. A medida, anunciada três dias antes do segundo turno das eleições gerais, segue o desafio lançado por Lula no debate da Band, realizado no domingo, 18 de outubro.
Flávio Bolsonaro apresentou 19 exigências para que seus próprios dados sejam disponibilizados, incluindo a divulgação de informações de familiares, pessoas próximas e empresas, bem como registros de despesas e atividades governamentais. A campanha de Lula afirmou que não se opõe às condições do senador e pretende responder à solicitação no TSE.
A abertura dos sigilos não implica a entrega imediata de todos os documentos; há etapas distintas entre autorizar o acesso, obter os dados junto às instituições competentes (bancos, Receita Federal, operadoras de telefonia) e analisá‑los antes de eventual divulgação pública. Cada titular de dados – inclusive familiares e assessores – precisa autorizar individualmente ou estar sujeito a medida judicial para que seus registros sejam acessados.
A assessoria de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex‑chefe de gabinete de Lula, informou que já havia colocado seus próprios sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça em 4 de agosto, quando foi alvo de investigação da Polícia Federal, antecipando as exigências de Flávio Bolsonaro.
Embora o prazo entre a formalização e a votação seja curto, o episódio já gera repercussão política, alimentando o debate sobre transparência e uso de informações sigilosas nas campanhas eleitorais.
