O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL) defendem estratégias distintas para a diplomacia brasileira, refletindo a polarização que marca a corrida presidencial. De acordo com a reportagem da Metrópoles, membros da atual gestão indicam que o governo petista pretende focar em acordos bilaterais e dar maior atenção aos Estados Unidos, reduzindo a ênfase em fóruns multilaterais como a UNASUL e a CELAC. Já o senador Flávio Bolsonaro sinaliza alinhamento à agenda conservadora de Donald Trump e ao modelo de governo de Javier Milei, priorizando relações com aliados ocidentais de direita.

A matéria destaca que, enquanto Lula valoriza a autonomia brasileira e a cooperação entre países em desenvolvimento, Flávio Bolsonaro enfatiza uma atuação mais pragmática e alinhada à direita internacional. Ambas as posições são apresentadas como parte das propostas de campanha para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para o domingo, 25 de outubro de 2026.

Segundo a reportagem, integrantes do governo Lula acreditam que o Itamaraty deve investir em relacionamentos bilaterais, explorando laços individuais com países, ao passo que blocos multilaterais, frequentemente criticados por Donald Trump, perderiam força nos próximos anos. Por outro lado, Flávio Bolsonaro pretende manter um alinhamento direto com a política externa dos Estados Unidos sob a administração Trump, inclusive defendendo a inclusão do Brasil no “Escudo das Américas”.

A análise ainda menciona que, apesar das divergências, ambos os candidatos mantêm boa relação pessoal, mas suas equipes de campanha divergem quanto ao papel do Brasil no cenário internacional e à prioridade de cooperação com os EUA. A reportagem não traz declarações diretas dos próprios candidatos nem documentos oficiais que confirmem as propostas, limitando‑se a relatos de fontes consultadas sob reserva.