Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) divulgaram, nesta quinta‑feira (22/10), as propostas de seus planos de governo para a administração pública federal, incluindo a forma como poderão ser realizados os concursos públicos nos próximos anos. O G1 analisou o histórico recente de autorizações de provimentos e os documentos de campanha, constatando que nenhum dos dois programas estabelece metas específicas para o número de concursos a serem realizados.
Os dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) mostram que, entre 2016 e 2018, foram autorizados 4.334 provimentos; entre 2019 e 2022, 10.012; e entre 2023 e setembro de 2026, 25.767. Para 2027, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) prevê R$ 1,3 bilhão para despesas com pessoal relacionadas a concursos e R$ 1,2 bilhão para concursos em instituições federais de ensino, valores que ainda dependem de liberação a partir de janeiro de 2027.
No plano de Flávio Bolsonaro, a proposta destaca uma reforma administrativa focada na modernização do Estado e das carreiras do funcionalismo, com revisão de normas e procedimentos. Já o programa de Lula enfatiza a continuidade das políticas de ampliação de vagas, sem definir metas quantitativas, mas apontando para a necessidade de recursos orçamentários adequados.
Ambos os candidatos foram solicitados a esclarecer detalhes sobre a organização das provas, escolha de bancas examinadoras e publicação de editais, questões que ainda não constam nos documentos de campanha. O G1 continuará acompanhando as respostas das campanhas e eventuais ajustes nas propostas até o segundo turno da eleição, previsto para 25 de outubro de 2026.
