No segundo turno da eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato Flávio Bolsonaro (PL) divulgaram posições distintas sobre a reforma do mercado de trabalho. Lula propõe a ampliação da proteção social, a redução da jornada semanal para 40 horas e a regulamentação do trabalho por aplicativos, além de combater contratações irregulares como pessoa jurídica. Já Flávio Bolsonaro defende a flexibilização das jornadas, a ampliação da negociação direta entre trabalhadores e empresas e a adoção de contratos por hora, mantendo os direitos já garantidos pela CLT.

A discussão ganhou destaque após a recente aprovação do fim da escala 6x1, que tem impulsionado empresas a anteciparem mudanças nas jornadas, especialmente na região de Campinas. Segundo a matéria, cerca de 1,8 milhão de brasileiros já trabalham por meio de plataformas digitais, e o percentual de trabalhadores por conta própria com CNPJ subiu de 15% em 2012 para 27,1% em 2025, conforme dados do IBGE.

Especialistas apontam que a falta de regulação pode gerar sobrecarga e autoexploração, enquanto jovens valorizam maior autonomia profissional. O texto ainda traz o histórico da CLT, criada em 1943, e destaca que seu arcabouço tem sido questionado por movimentos que associam a carteira assinada a jornadas rígidas e baixa autonomia.

Fonte: G1 Eleições (https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/10/23/negociar-com-patrao-mudar-jornadas-e-regular-apps-o-que-lula-e-flavio-propoem-aos-trabalhadores.ghtml).