Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) divulgaram, no dia 24 de outubro de 2026, as diretrizes econômicas que pretendem implementar caso sejam eleitos presidente. O plano de Lula mantém o arcabouço fiscal aprovado em 2023, com metas de resultado primário e bandas de tolerância, e aposta na ampliação de investimentos públicos por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), focado em logística, habitação, saneamento e energia, além da iniciativa Nova Indústria Brasil (NIB) para reindustrialização. Já o plano de Flávio Bolsonaro prioriza o ajuste fiscal, propondo um corte de R$ 200 bilhões em gastos públicos e a revisão da carga tributária, com foco na redução do tamanho do Estado.
Entre as propostas sociais, o programa de Lula destaca a valorização do salário mínimo com ganho real, a manutenção e ampliação do Bolsa Família, e a expansão de políticas de transferência de renda, como benefícios especiais para crianças e adolescentes. O texto também menciona a ampliação de creches, pré-escolas e a educação em tempo integral, bem como o fortalecimento da vacinação e do ECA digital. No campo fiscal, o governo Lula pretende aumentar a arrecadação mediante revisão de renúncias tributárias, combate à evasão e implementação da reforma tributária sobre o consumo, já aprovada e em fase de regulamentação.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, enfatiza a necessidade de reduzir despesas governamentais, propondo o corte de R$ 200 bilhões em gastos, a revisão de benefícios fiscais e a simplificação da carga tributária. O candidato também indica a revisão de políticas de privatização e o uso mais restrito de estatais e bancos públicos, buscando um modelo de crescimento baseado na diminuição da intervenção estatal.
A matéria da Metrópoles reúne os documentos de campanha dos dois candidatos e destaca as principais diferenças entre as propostas, sem apresentar análises de viabilidade ou posicionamentos de especialistas. Fonte: Metrópoles (24/10/2026).
