No sábado, 10 de outubro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a proposta de corte de R$ 250 bilhões anunciada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno das eleições de outubro. Em entrevista à imprensa durante uma visita ao Rio Grande do Norte, Lula questionou de onde seria retirado o montante, afirmando que os cortes costumam atingir os mais pobres e não os ricos. Ele acrescentou que a elite brasileira nunca teria coragem de cortar recursos de quem tem mais.

Lula também abordou o contexto internacional, citando a guerra na Rússia e no Irã, e a necessidade de evitar aumentos excessivos nos preços dos combustíveis. O presidente ressaltou que o país vive um momento de “aferição” entre verdade e mentira.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou que pretende cortar gastos públicos, mas que preservará programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Farmácia Popular. Ele negou que faria cortes em benefícios de aposentadorias e no BPC, e assegurou que “Bolsa Família é sagrado, ninguém toca”.

O candidato também revelou que planeja aumentar os benefícios do Bolsa Família, embora não tenha detalhado como pretende financiar a medida. Marcelo Kayath, investidor e cotado para chefiar a equipe econômica de um eventual governo Bolsonaro, considerou inviável um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões em um ano, defendendo um ajuste gradual.

Além de reforçar a campanha no Rio Grande do Norte, Lula buscou recuperar a diferença de votos que havia perdido em relação a 2022, quando venceu Jair Bolsonaro por 641 mil votos. No primeiro turno de 2026, a margem contra Flávio Bolsonaro caiu para 517 mil votos.