O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a atacar as casas de apostas nesta quinta‑feira (8 de outubro de 2026), afirmando que o setor se tornou "uma desgraça para o povo pobre". Lula responsabilizou as bets pelo comprometimento da renda das famílias de baixa renda e rebateu as reclamações dos clubes de futebol que temiam perda de patrocínios após a proibição das plataformas.
Em discurso ao país, o chefe do Executivo destacou que, enquanto estiver no cargo, não permitirá que recursos essenciais como leite, pão e feijão sejam usados para enriquecer empresas de apostas. Também questionou a prática de clubes extorquirem torcedores e sugeriu a transformação dos times em sociedades anônimas do futebol (SAFs) como alternativa de financiamento.
Lula lembrou que a Seleção brasileira conquistou seus cinco títulos mundiais antes da expansão das casas de apostas e citou conquistas de clubes como Flamengo, São Paulo, Grêmio, Internacional e Corinthians para reforçar que o futebol não depende desse setor. Ele reiterou a Medida Provisória 1.394/2026, editada em 25 de setembro, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, e ressaltou que a norma segue em vigor, aguardando aprovação definitiva do Congresso.
Entidades representativas do setor já recorreram ao STF para tentar suspender os efeitos da MP, mas a AGU pediu que a Corte mantenha a proibição. Deputados e senadores ainda podem modificar ou rejeitar o texto durante a tramitação legislativa.
