A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai reunir, nesta quinta‑feira (15/10), os observadores internacionais credenciados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apresentar um relatório que aponta indícios de interferência da Meta nas eleições presidenciais. O encontro, anunciado na quarta‑feira (14/10) pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana, será também aberto à Organização dos Estados Americanos (OEA).

Camilo Santana, acompanhado do secretário de Comunicação do partido, Éden Valadares, explicou que a iniciativa parte do próprio presidente e que a campanha pretende levar a queixa à OEA e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O relatório reúne mais de 2.500 relatos de cidadãos que apontam problemas nas plataformas digitais da Meta, como a exibição de bandeiras de adversários no WhatsApp, sugestões de buscas que favorecem o candidato Flávio Bolsonaro e restrição de recursos como o botão de repostar nas contas oficiais de Lula.

A campanha também destaca que, em 10 de outubro, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze concedeu à Meta 48 horas para apresentar esclarecimentos técnicos sobre as supostas falhas. A empresa nega as acusações e afirma estar em conformidade com as normas eleitorais. Éden Valadares ressaltou que o objetivo da campanha não é punir a Meta, mas garantir eleições limpas e justas.

A reunião ocorre a menos de duas semanas do 2º turno, marcado para 25 de outubro, e pode influenciar decisões do TSE sobre medidas regulatórias ou sanções à empresa caso as alegações sejam confirmadas.