O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta sexta‑feira (2 de outubro de 2026) o avanço da proposta de emenda constitucional (PEC) que elimina a escala de trabalho 6 × 1. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a mudança é prioridade de seu governo e que o “Brasil precisa fazer” essa alteração, destacando a necessidade de que os trabalhadores tenham tempo para a família, estudo e descanso sem redução salarial.
Segundo a informação do Poder360, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), incluiu a PEC na pauta da Casa Alta para a próxima semana, com sessões marcadas para terça (6 de outubro), quarta (7 de outubro) e quinta (8 de outubro), sempre às 14h. Alcolumbre declarou que o tema tem “ampla relevância para a sociedade brasileira” e que será debatido com responsabilidade e equilíbrio.
A proposta prevê a garantia de dois dias de descanso semanal para os trabalhadores, sem diminuição de salários. Para ser aprovada, a PEC precisa obter, em dois turnos, pelo menos 49 votos favoráveis no plenário. Embora o regimento exija cinco sessões de discussão antes da votação, há possibilidade de redução do prazo caso haja acordo entre os senadores.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT‑AP), apontou que a oposição teria dificultado a votação ao estimular ausências no plenário, citando a articulação de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) e Rogério Marinho (PL‑RN). A tramitação da PEC havia sido atrasada por três meses, após um período de tensão entre Lula e Alcolumbre decorrente da rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, mas os dois políticos retomaram o diálogo por intermédio dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
