No domingo, 18 de outubro de 2026, durante o primeiro debate presidencial do segundo turno promovido pela Band em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) sobre a proposta de retirar a identificação das munições, mecanismo que permite rastrear a origem dos cartuchos usados em crimes. Lula pediu explicações sobre a medida, ao que Flávio negou ter defendido a retirada da marcação das balas.
Em seguida, o senador responsabilizou o governo Lula pela entrada de armamentos ilegais no país, acusando falta de fiscalização nas fronteiras como facilitadora da circulação de fuzis e outras armas de fogo. Flávio afirmou que o problema de segurança pública está ligado ao tráfico de armas ilegais que, segundo ele, entra pelo país e afeta as comunidades.
Lula rebateu apontando a flexibilização das regras de acesso a armas e munições durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), citando a liberação de mais de um milhão de armas e a circulação de 1,1 bilhão de balas, números que o senador contestou como inexistentes. O presidente reforçou a importância do rastreamento de munições, destacando o Projeto de Lei 3.723/2019, que altera o Estatuto do Desarmamento ao retirar a exigência de identificação individual de cartuchos destinados às forças policiais.
Flávio Bolsonaro, que já havia sido questionado sobre o mesmo tema em entrevista à TV Globo na sexta‑feira (16/10/2026), classificou o debate sobre o rastreamento como um “detalhezinho” e afirmou que pretende priorizar investimentos em tecnologia e inteligência artificial para combater o crime organizado. O debate, mediado por Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, marcou o primeiro confronto direto entre os candidatos ao segundo turno.
