O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está analisando a possibilidade de ir ao Senado Federal em Brasília após a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, que será votada nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026. A decisão de Lula de permanecer na capital federal, ao invés de participar de eventos de campanha em São Paulo e no Rio de Janeiro, foi motivada pela necessidade de acompanhar de perto o desenrolar da tramitação da PEC, que é uma de suas bandeiras de campanha.

A PEC, que requer a aprovação em dois turnos no mesmo dia, exige o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada turno. Para acelerar o processo, o governo pretende apresentar um calendário especial que permita a quebra do interstício regimental entre as votações. A sessão de hoje, convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), será semipresencial, permitindo aos senadores votar remotamente.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência, já declarou que votará a favor da PEC. Ele permanecerá em Porto Alegre durante a tarde, quando a votação está prevista. Lula, por sua vez, pretende explorar a temática do fim da escala 6×1 como um dos pontos centrais de sua campanha.

A votação da PEC no Senado pode ter repercussões significativas no cenário político e econômico do país, já que a escala 6×1 tem sido alvo de debates sobre condições de trabalho e produtividade. Se a proposta for aprovada, Lula poderá usar o evento de visita ao Senado como plataforma para reforçar seu compromisso com a reforma trabalhista.

Até o momento, não há confirmação de que Lula já tenha decidido ir ao Senado, apenas que ele está avaliando a possibilidade de fazê-lo caso a PEC seja aprovada em ambos os turnos.