A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na discussão sobre a redução da jornada de trabalho — conhecida como PEC da escala 6×1, com votação prevista para esta quarta-feira (14/10) no Senado Federal — como o principal fato político para tentar constranger o adversário Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

A estratégia petista busca colocar o oponente em uma trincheira eleitoral, cobrando um posicionamento público sobre a proposta que altera a jornada de 44 para 40 horas semanais. Na avaliação da campanha, um voto contrarium ao texto pode afastar eleitores favoráveis ao descanso dos trabalhadores, enquanto um apoio à medida pode gerar desgaste com setores econômicos contrários à proposta discutida no Congresso, informou a Jovem Pan.

Nos bastidores, o Partido Liberal realiza cálculos políticos para definir a orientação da bancada até o momento da deliberação. O senador Jorge Seif (PL-SC) apontou a pressa do governo pela aprovação da pauta, cuja votação também é vista por analistas como um movimento de articulação para dar tração à campanha de Lula na reta final da disputa.