Na última semana antes da votação do segundo turno, marcada para o domingo (25/10), as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Nantes Bolsonaro (PL) concentram suas estratégias no Sudeste, região que reúne os maiores colégios eleitorais. O presidente busca explorar propostas de apelo popular para tentar reverter a vantagem do senador, enquanto este reforça que não pretende cortar programas sociais e intensifica a resposta a ataques de Lula nas redes.
A pesquisa Datafolha divulgada em 15/10 mostrou Flávio Bolsonaro com 47 % das intenções de voto e Lula com 45 %, indicando empate técnico; a pesquisa Quaest, de 14/10, apontou 46 % para o candidato do PL e 44 % para o petista. Diante desse cenário, a campanha de Lula avalia espaço para uma virada, enquanto os aliados de Flávio reconhecem a necessidade de mobilizar ainda mais eleitores para assegurar a vantagem obtida no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro realizará atos de campanha em Rio de Janeiro e São Paulo neste domingo (18/10) e pretende rebater acusações de que, se eleito, cortaria benefícios sociais, destacando que seu plano de governo não prevê cortes em programas sociais. A campanha petista, por sua vez, utiliza o fim da escala 6×1 – promulgada pelo Congresso em 16/10 – para acusar o senador de oportunismo, já que ele mudou de posição e votou a favor da medida, embora anteriormente a criticasse.
Ambas as candidaturas reforçaram a presença nas redes sociais, com a equipe de Lula incorporando coordenadores do Nordeste e a de Flávio intensificando a divulgação de respostas a informações que considera falsas. O debate televisivo previsto para 23/10 será outro ponto de disputa, com os candidatos planejando explorar trechos nos momentos finais da campanha.
