O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta terça‑feira (13/10) que a pressão da sociedade foi decisiva para que o Partido Liberal (PL) mudasse de posição e votasse a favor do fim da escala de trabalho 6x1. A fala foi feita durante a cerimônia de anúncio do programa Prospera MEI, no Palácio do Planalto, após o senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL‑RJ) anunciar que apoiará a proposta.
Lula relacionou a mudança ao “barulho” das manifestações nas ruas, citando atos ocorridos no domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo, e na segunda‑feira (12) em Copacabana, no Rio de Janeiro. O presidente ressaltou que, mesmo no período eleitoral, o governo deve ouvir as demandas da população e não permanecer “surdo”.
Flávio Bolsonaro, antes crítico da medida, afirmou que decidiu apoiar o fim da escala 6x1 após ouvir trabalhadores em viagens pelo país, embora tenha defendido que a negociação da jornada entre patrões e empregados ainda seja necessária. A proposta de emenda à Constituição, que prevê a redução da jornada semanal para 40 horas sem perda salarial e dois dias de descanso, tem votação prevista para esta quarta‑feira (14/10) no Senado.
A declaração de Lula destaca a estratégia política de pressionar a direita a rever posições quando há mobilização popular, reforçando a importância das manifestações como elemento de influência nas decisões legislativas.
