Em entrevista concedida à TV Globo na quinta‑feira (15/10/2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como “terroristas para a comunidade brasileira”. Lula destacou que, ao contrário da definição norte‑americana de terrorismo – que inclui ataques a símbolos de Estado – as facções brasileiras “só querem dinheiro”, mas causam violência que afeta bairros e cidades em todo o país.
O presidente também relembrou que, em maio de 2026, a administração do ex‑presidente dos EUA, Donald Trump, passou a designar oficialmente o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras, medida que o governo brasileiro e o Itamaraty contestaram, embora tenham apresentado propostas de cooperação no combate ao crime organizado.
Lula afirmou que ofereceu ao presidente Trump uma proposta para intensificar o combate ao tráfico e ao crime organizado, baseada na experiência da Polícia Federal brasileira. Ele ressaltou que a classificação americana não se aplica ao modelo de “terrorismo de Estado” que os EUA costumam usar, mas reconhece a gravidade da violência das facções no Brasil.
A declaração surge em um contexto de crescente preocupação com a expansão das atividades criminosas das duas facções, que, segundo o Departamento de Estado dos EUA, comandam milhares de integrantes e realizam ataques contra policiais, autoridades e civis, inclusive fora do território nacional.
