A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT‑PE), declarou nesta segunda‑feira (19/10) que assinará o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar supostas irregularidades envolvendo o lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido, apresentado pela deputada federal Coronel Fernanda (PL‑MT) e apoiado pela senadora Damares Alves (Republicanos‑DF), já conta com 83 assinaturas de parlamentares, faltando ainda 115 para alcançar o quórum de 198 necessários para seu protocolo.

Além da investigação sobre Lulinha e a lobista, Teresa Leitão afirmou que também apoiará a criação de outra CPMI destinada a examinar o financiamento do filme “Dark Horse” pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), envolvendo recursos do Banco Master e as relações financeiras entre o candidato e o advogado Willer Tomaz. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), indicou que a comissão buscará esclarecer o repasse de cerca de R$ 61 milhões do Master para a produção do longa‑metragem.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, reforçou que a proposta da oposição não encontrará obstáculos por parte do governo, destacando o compromisso permanente com a ética, a transparência e o combate à corrupção. Em paralelo, o presidente Lula anunciou que enviará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorização para a quebra de sigilos telefônicos e bancários dele e de seus cinco filhos, como parte das medidas de cooperação com a Justiça Eleitoral.

A iniciativa de Teresa Leitão ocorre em um contexto de intensas discussões sobre supostos casos de tráfico de influência, incluindo o escândalo dos descontos indevidos nas aposentadorias e pensões do INSS, que também seria alvo da CPMI. A lobista Roberta Luchsinger, que afirmou estar disposta a firmar acordo de delação premiada, e Lulinha permanecem sob investigação, e a proposta de CPMI ainda depende da coleta das assinaturas faltantes para ser protocolada.