No domingo (18/10), a revista VEJA publicou uma análise que alerta o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) sobre os riscos de assumir uma postura de vitória antecipada após o primeiro turno da corrida presidencial. O texto destaca que, apesar de ter sido eleito senador há mais de duas décadas com o apoio do pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro, Flávio nunca enfrentou uma campanha competitiva e, ao celebrar a vantagem de 2,2 milhões de votos sobre o petista Lula, chegou a afirmar que mudaria a Constituição caso mantivesse maioria nas duas Casas.
A matéria aponta que o Centrão, representado por figuras como Hugo Motta (Republicanos) e Davi Alcolumbre (União Brasil), já demonstra resistência ao PL, aprovando emendas constitucionais e pacotes de perdão de dívidas que contrariam a agenda do senador. Essa postura indica que o grupo terá de negociar para aprovar projetos, mesmo que tenha saído vitorioso das urnas.
Segundo a análise, as recentes pesquisas de intenção de voto também sinalizam um encurtamento da popularidade de Flávio Bolsonaro, reforçando a necessidade de cautela nas próximas decisões estratégicas, como a composição do futuro ministério e a disputa pelos cargos de liderança na Câmara e no Senado no início de 2027.
A VEJA conclui que o passado de vitórias fáceis e a força do Centrão servem como lembrete de que a consolidação do poder político do grupo de Flávio Bolsonaro não será automática, exigindo alianças e negociações para avançar sua agenda legislativa.
