A proximidade do segundo turno da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tem estimulado uma atuação mais intensa da juventude nas ruas, universidades e redes sociais. No primeiro turno, 14,9 milhões de eleitores de 16 a 24 anos foram às urnas, e, segundo o g1, esse eleitorado agora busca ampliar a participação e reduzir a abstenção.
Isadora de Oliveira, 24 anos, relata que organizou um ato a favor de Lula em Brasília que reuniu cerca de 60 mil pessoas em 13 de outubro. Do outro lado, João Pedro Porto, 18 anos, coordena um grupo universitário de oposição ao presidente e tem promovido adesivaços e manifestações em frente a faculdades. A cientista política Marcela Machado explica que o segundo turno costuma gerar maior engajamento jovem, funcionando como um “filtro” e “atalho cognitivo” nos círculos sociais.
Entre as estratégias apontadas, Alexandra Carvalho, 22 anos, criou um canal de mensagens para divulgar materiais de campanha de Flávio Bolsonaro e organizar encontros nas faculdades. Daniella Dutra, 21 anos, aumentou a presença nas redes sociais para “furar a bolha” e alcançar eleitores de outros estados em apoio a Lula. Bruna Lima, 20 anos, utiliza “banquinhas vira‑voto” em pontos de ônibus e universidades para conversar diretamente com eleitores, enquanto Maria Clara Lobão, 16 anos, promove debates nas escolas para estimular a reflexão política entre os colegas.
O voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos e obrigatório a partir dos 18 anos; no primeiro turno, 1,4 milhão de adolescentes exerceram o voto facultativo. O g1 continuará acompanhando as iniciativas da juventude na reta final da campanha.
