Deputados federais eleitos pela esquerda que passaram a integrar a estratégia de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva admitiram, em entrevistas concedidas na quinta‑feira (08/10), que a campanha enfrenta obstáculos para reverter a vantagem do senador Flávio Bolsonaro. Ana Elisa (PT‑MG), eleita com 524 mil votos, apontou que as redes sociais foram o único espaço onde Lula perdeu terreno e que a comunicação precisa ser repensada. Pedro Rousseff (PT‑MG) e Guilherme Cortez (PSOL‑SP) também defenderam a necessidade de mudar tanto o modo quanto o conteúdo da mensagem, destacando que a direita já domina a linguagem digital. No Distrito Federal, o deputado Fábio Félix (PSOL) sugeriu a organização da juventude nas redes e a realização de turnês para avaliar a candidatura de Flávio Bolsonaro, enquanto Luna Zarattini (PT‑SP) reforçou a ideia de uma “mobilização permanente” para inspirar os jovens eleitores. O presidente Lula, ao reconhecer que a campanha foi “aquém da minha possibilidade” e a menos organizada desde 1989, passou a publicar vídeos em formato selfie, estratégia defendida pelos parlamentares jovens.