O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA‑15), prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,32% em outubro de 2026, conforme dados divulgados nesta sexta‑feira (23/10/2026) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento representa desaceleração em relação a setembro, quando o índice subiu 0,70%, mas eleva a acumulação anual para 4,62%, acima do teto de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Dos nove grupos de produtos e serviços avaliados, oito apresentaram alta. O setor de alimentação e bebidas liderou com variação de 0,88%, contribuindo com 0,19 ponto percentual para o resultado geral – aproximadamente 59% da inflação do mês. Por outro lado, o grupo habitação foi o único a registrar queda, de 0,10%, reduzindo a pressão inflacionária.

Apesar da desaceleração mensal, o IPCA‑15 acumulado em 12 meses subiu de 4,47% em setembro para 4,62% em outubro, mantendo a prévia acima da faixa de tolerância da meta de inflação de 3% ± 1,5 ponto percentual. O indicador serve como referência para o Banco Central avaliar o cumprimento da meta antes da divulgação do IPCA definitivo.

O IBGE utiliza a mesma metodologia do IPCA, porém com coleta de preços em períodos diferentes e cobertura das regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza, Belém, Curitiba, Brasília e Goiânia, considerando famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.