O Brasil registrou 75,05 milhões de consumidores com contas em atraso em setembro de 2026, segundo dados divulgados nesta terça‑feira (20/10) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil. Trata‑se de um aumento de 2,07 % em relação aos 73,53 milhões contabilizados em agosto, representando 44,67 % da população adulta.
Em média, cada inadimplente devia R$ 5.240,29 e mantinha dívidas com 2,36 credores diferentes. Quase 29 % dos consumidores (28,69 %) possuíam débitos de até R$ 500, percentual que sobe para 40,75 % quando o limite é R$ 1.000.
A faixa etária mais afetada foi a de 30 a 39 anos, que concentrou 23,35 % dos devedores – 18,06 milhões de pessoas – e mais da metade (53,30 %) dessa população estava negativada. O perfil de gênero foi equilibrado, com 51,38 % mulheres e 48,62 % homens.
Regionalmente, o Sul registrou o maior crescimento anual, com alta de 9,75 % no número de inadimplentes, seguido pelo Centro‑Oeste (7,74 %), Norte (7,25 %), Sudeste (5,60 %) e Nordeste (4,58 %). O presidente da CNDL, José César da Costa, alertou que o cenário de juros elevados encarece o crédito e aumenta o risco de novos atrasos, dificultando a saída da inadimplência.
