Segundo a Agência Brasil, cerca de 16 milhões de brasileiros têm mais de 70 anos, o que representa 10,6 % do eleitorado. Apesar de o voto ser facultativo para essa faixa etária desde a Constituição de 1988, a participação costuma ser baixa; em 2022, 60 % dos idosos não foram às urnas. O texto traz relatos de três eleitores idosos que, mesmo enfrentando limitações físicas, decidiram comparecer às seções eleitorais em 2026.
Elenita da Silva, 71 anos, mora em Águas Claras (DF) e precisou usar bengala para chegar à urna devido a uma cirurgia no joelho. Ela afirma que nunca deixou de votar e que a presença nas urnas é fundamental para mudar a realidade do país. Valdeci Camargo Bezerra, 81 anos, também com mobilidade reduzida por tratamento de câncer, contou que recebeu auxílio do filho para ir ao voto, reforçando a ideia de que “precisamos defender o nosso Brasil”. A professora aposentada Lucilda de Oliveira, 76 anos, vota motivada pelos direitos de filhos e netos, pedindo apenas que os governantes sejam honestos e tenham caráter.
O texto ainda inclui a perspectiva de jovens eleitores. Cecília Borgato, 17 anos, votou pela primeira vez e destacou a importância de escolher candidatos comprometidos com tarifas zero, cotas e políticas sociais. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que 1,6 milhão de jovens de 16 e 17 anos se registraram para votar em 2026, queda de 22,8 % em relação a 2022.
Esses depoimentos ilustram como, apesar das barreiras físicas e da tendência histórica de abstenção, idosos e jovens continuam enxergando o voto como ferramenta essencial para influenciar políticas públicas, especialmente nas áreas de saúde, educação e direitos sociais.
