Na quarta‑feira (14/10), testes realizados pela reportagem da CartaCapital mostraram que a inteligência artificial da Meta, integrada ao WhatsApp, recusou gerar um cartaz com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o número 13, enquanto produziu artes para o senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL) com o número 22 e para o candidato Augusto Cury (Avante) com o número 70. Ao solicitar a imagem de Lula, a ferramenta devolveu a mensagem de que não conseguiu gerar a arte, alegando “bloqueio automático do sistema de geração de imagens”. Em contraste, a mesma IA criou um cartaz para Bolsonaro contendo as frases “Pátria, trabalho, liberdade” e “Pelo Brasil, com honra e confiança!”.

A Meta não ofereceu justificativa técnica para o tratamento diferenciado e, ao ser questionada, afirmou que a alegação de favorecimento é “falsa, não está demonstrada”. A empresa sustenta que seus algoritmos não operam com critérios ideológicos e aplicam os mesmos padrões a todos os usuários. A campanha de Lula, porém, já havia denunciado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) possíveis obstáculos digitais, citando também buscas no Instagram que, segundo a reportagem, favoreciam perfis de Flávio Bolsonaro em detrimento de Lula e de seu vice‑presidente Geraldo Alckmin.

A CartaCapital entrou em contato com a Facebook Brasil para obter esclarecimentos e aguarda resposta. O texto será atualizado caso a empresa se manifeste.