Em 18 de outubro de 2026, a Agência SP alertou, por meio do Poder360, que o calor intenso aumenta o risco de desidratação entre pessoas idosas. O geriatra Maurício Miranda, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe), explicou que, com o envelhecimento, o corpo retém menos líquido, os rins perdem capacidade de concentrar a urina e a sensação de sede diminui, o que torna a reposição hídrica menos eficiente.

Miranda destacou que, nos dias quentes, a perda de água pelo suor e pela respiração se intensifica, e que a ingestão de líquidos deve ser feita mesmo sem sentir sede. Entre os sinais de baixa ingestão estão boca seca, fraqueza, tontura, urina escura ou de odor forte, além de confusão, sonolência, quedas e mudanças de comportamento.

Para prevenir a desidratação, o especialista recomenda que cuidadores e familiares ofereçam água ou outras bebidas saudáveis – como leite, água de coco, sucos, chás e sopas – várias vezes ao dia, especialmente em períodos de calor intenso. Frutas com alto teor de água, como melancia, melão e laranja, também são indicadas, mas é preciso evitar bebidas muito açucaradas, sobretudo para idosos diabéticos. Cada pessoa tem necessidades diferentes, mas a orientação geral é de cerca de 30 ml de água por quilo de peso, podendo ser maior em dias muito quentes, salvo restrições médicas por problemas cardíacos ou renais.