O governo federal, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, enviou mensagens em massa pelo WhatsApp para beneficiários do Bolsa Família a fim de informar o aumento de 15% do benefício e a data de pagamento de outubro. Os depósitos começaram na segunda‑feira, 19 de outubro de 2026, e seguirão até a quarta‑feira, 21 de outubro, quatro dias antes do segundo turno das eleições.

A medida foi anunciada oficialmente em 17 de setembro, quando o valor mínimo do programa passou de R$ 600 para R$ 691. A administração federal justificou a antecipação dos pagamentos, originalmente previstos até 31 de outubro, como forma de mitigar os impactos climáticos do fenômeno El Niño.

A oposição acusou a ação de caráter eleitoreiro. Na terça‑feira, 20 de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de cassação da chapa de Lula, alegando descumprimento da Lei Eleitoral, que proíbe publicidade institucional nos três meses que antecedem a eleição. A defesa de Bolsonaro sustenta que o envio de mensagens em massa viola a norma que veda a divulgação de atos, programas e serviços públicos nesse período.

O Poder360 obteve exemplares das mensagens enviadas, que são assinadas pelo GovBR e direcionadas a inscritos no Cadastro Único, bem como a usuários dos programas Gás do Povo, Luz do Povo e Celular Seguro. Embora não haja número oficial de envios, estimativas apontam que, se apenas 30% dos 43,4 milhões de cadastrados receberem duas mensagens, o volume mensal pode chegar a 26 milhões de envios.