O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já reuniu as assinaturas necessárias para apresentar um requerimento de calendário especial que permita a votação em dois turnos da PEC que elimina a escala de trabalho 6 × 1 no Senado. O pedido, que deve ser protocolado na quarta‑feira, 14 de outubro de 2026, tem como objetivo garantir que ambas as votações ocorram no mesmo dia, evitando atrasos regimentais.
Camilo Santana, líder do PT no Senado e porta‑voz da campanha, informou na terça‑feira (13/10) que um grupo de senadoras apresentará o requerimento. “Vai ser apresentado, não serei eu, será um conjunto de senadoras. Vamos apresentar para que a gente possa votar amanhã os 2 turnos”, declarou na sede da campanha, no Lago Sul, em Brasília.
Sem a aprovação do requerimento, a proposta poderia ser votada apenas em primeiro turno na mesma data, com o segundo turno remarcado para outra ocasião, conforme o regimento. A PEC precisa de, no mínimo, 49 votos favoráveis em cada turno para ser aprovada no Senado.
O senador Randolfe Rodrigues (PT‑AP), líder do governo no Congresso, atribuiu a falta de quórum ao bloqueio promovido por opositores, citando a articulação de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) e Rogério Marinho (PL‑RN). A tensão entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), que havia sido agravada pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao TSE, teria sido mitigada por intermediações de Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, facilitando a negociação para a votação da PEC.
Fonte: Poder360 (13 de outubro de 2026).
