O governo federal anunciou que gastará R$ 5,2 bilhões em 30 dias com um novo pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra, o dobro do valor gasto no pacote anterior, que foi de R$ 2,55 bilhões. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, detalhou que R$ 3,6 bilhões serão destinados à ampliação da desoneração da gasolina e à manutenção da isenção do etanol hidratado, enquanto R$ 1,6 bilhão irão para uma subvenção adicional ao diesel importado.
A desoneração da gasolina passará de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando a cobrança de PIS/Cofins e da Cide, o que representa um alívio de R$ 0,26 por litro em relação ao regime anterior. Para o etanol hidratado, a subvenção será elevada de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro, com custo estimado de R$ 800 milhões em 30 dias. Já o diesel importado receberá um subsídio adicional de R$ 1,40 por litro, somado à subvenção já vigente de R$ 1,20 por litro, totalizando um gasto de aproximadamente R$ 1,6 bilhão.
Moretti afirmou que o financiamento das medidas virá das receitas extraordinárias geradas pela alta dos preços do petróleo, sem flexibilizar as metas fiscais. O ministro ressaltou que as ações foram incluídas no relatório bimestral de resultados primários e que o governo avaliará as condições de mercado ao fim do período de 30 dias para decidir sobre a continuidade das políticas. O decreto presidencial que oficializa o pacote será publicado no Diário Oficial da União.
