Segundo o Poder360, o representante permanente do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), Ricardo Belli, classificou as violações políticas na Nicarágua como "graves". O Brasil votou a favor da resolução da OEA que exige a libertação de presos políticos e a restauração das liberdades civis no país centro‑americano, mas acrescentou em nota de rodapé que não concorda com o enquadramento da Nicarágua como "ameaça à paz e à segurança regionais".

A posição oficial, divulgada em nota lida por Ricardo Belli, enfatiza que a definição de ameaça cabe ao Conselho de Segurança da ONU e que eventuais repercussões regionais devem ser tratadas pelos mecanismos de cooperação jurídica, combate ao crime organizado e gestão de crises migratórias da OEA.

Belli alertou ainda para o risco de "pretextos colonialistas" que poderiam ser usados para justificar intervenções externas, citando a lógica da Guerra Fria e questionando a ideia de "paz pela força". Não há, no texto, menção de que o Brasil pretenda adotar medidas coercitivas contra a Nicarágua; a ênfase está na dissociação de qualquer tentativa de rotular a situação como ameaça regional.

A declaração brasileira surge no contexto de crescente pressão internacional sobre o governo de Daniel Ortega, que tem sido acusado de violações de direitos humanos. Até o momento, não há informações de que outras nações ou organismos tenham corroborado a posição do Brasil quanto à negação de ameaça, nem de que haja novas iniciativas diplomáticas além das já citadas.

Esta matéria ainda precisa ser complementada com declarações oficiais do Ministério das Relações Exteriores e, se possível, com a versão completa da resolução da OEA para confirmar os trechos citados.