No primeiro turno das eleições de 2026, a análise da Coluna do Estadão revelou que os governadores eleitos nos menores colégios eleitorais registraram o maior custo por voto. Em Roraima, o candidato Arthur Henrique (PL) recebeu R$ 2,5 milhões em doações e conquistou 220,8 mil votos, resultando em um custo de R$ 11,73 por voto – o mais caro entre os 21 mandatários eleitos.
A pesquisa cruzou os valores arrecadados, divulgados nas prestações de contas ao Tribunal Superior Eleitoral até 18 de outubro, com o número de eleitores efetivamente conquistados. O segundo voto mais caro foi o do governador do Amapá, Dr. Furlan (PSD), que pagou R$ 9,76 por voto, seguido por Fábio Mitidieri (PSD) em Sergipe, com R$ 9,08 por voto.
Em contraste, a campanha mais barata foi a do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), que arrecadou R$ 1,2 milhão e recebeu 6,3 milhões de votos, resultando em apenas R$ 0,19 por voto. O segundo custo mais baixo foi o do governador do Pará, Dr. Daniel (Podemos), com R$ 1,25 por voto.
Arthur Henrique não se manifestou quando procurado pela coluna. O governador do Amapá, Dr. Furlan, afirmou que sua campanha respeitou as regras eleitorais e destacou as dificuldades logísticas do estado como fator que eleva o custo por voto. Os demais governadores citados não responderam ao contato da reportagem.
