Geraldo Alckmin (PSB), vice‑presidente da República, passou a ser o principal interlocutor da chapa Lula‑Alckmin na reta final do 2º turno, intensificando visitas ao interior de São Paulo e encontros com prefeitos, empresários e lideranças religiosas. Em publicação nas redes sociais, o vice‑presidente agradeceu a recepção de moradores da comunidade de Paraisópolis em 11 de outubro de 2026, e, no dia 19 de outubro, discursou para metalúrgicos em São Bernardo do Campo, acompanhado por Luiz Marinho (Ministro do Trabalho) e Marina Silva (Rede).

A estratégia, diferente da de Lula, que concentra grandes atos no Nordeste e Sudeste, visa reduzir a distância entre o palanque e o eleitorado de centro e paulista, segmento que Alckmin já governou quatro vezes como governador de São Paulo. A campanha também destaca a participação de Alckmin em eventos como a Casa do Povo, onde recebeu apoio do movimento Judeus e Judias pela Democracia, e a Marcha pela Democracia na avenida Paulista, ao lado de Lula, Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva e Guilherme Boulos.

Analistas apontam que a presença de Alckmin em comícios menores e conversas diretas pode atrair eleitores indecisos e de centro‑direita, reforçando a lógica da frente ampla contra o bolsonarismo que foi utilizada na chapa de 2022. Há ainda rumores de que a campanha poderia sinalizar Alckmin como futuro ministro da Fazenda em caso de reeleição, como forma de acalmar o mercado e enfatizar responsabilidade fiscal.