Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta‑feira (21/10/2026) em São Paulo, o vice‑presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), declarou que quem ocupa cargos eletivos – presidente e vice‑presidente – não deveria manter sigilos bancários, fiscais ou telefônicos. “Perfeitamente abriria os sigilos, claro. Aliás, eu acho que quem é eleito presidente, vice‑presidente não devia ter sigilo. A vida pública é pública. Tem que ser transparente”, afirmou Alckmin, acrescentando que a vida privada deve ficar restrita ao setor privado.
Alckmin reiterou a posição durante a mesma entrevista, dizendo que a exigência de transparência se estende a toda a classe política e que “não é possível ter vida pública e não prestar contas à sociedade”. Ele ainda criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo Alckmin, tem usado “desculpas” para não abrir seus próprios sigilos, apesar de o pedido de abertura ter sido protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate da TV Bandeirantes e do Estadão.
A proposta de Lula, feita no debate do último domingo, previa que ele e seu adversário no segundo turno – Flávio Bolsonaro – divulgassem os sigilos de suas famílias. Flávio, por sua vez, condicionou a entrega de informações à inclusão de dados sobre o ex‑chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como “Marcola”, e de cartões corporativos. Alckmin classificou as exigências do senador como “desculpas” para evitar a transparência.
A fala de Alckmin surge em um momento de intensas discussões sobre a transparência de campanhas e a prestação de contas dos agentes públicos, tema que pode influenciar o debate no segundo turno da disputa presidencial, marcado para 25 de outubro de 2026.
