O estado do Amazonas registrou 7.815 focos de incêndio florestal entre 1º de janeiro e 12 de outubro de 2026, segundo o sistema BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esse número representa um crescimento de 116 % em relação aos 3.611 focos apurados no mesmo período de 2025. Apesar do salto, o total acumulado ainda está 12 % abaixo da média histórica do Inpe e 67 % inferior ao recorde de 23.475 focos de 2024.
No âmbito nacional, o Brasil contabilizou 82.999 focos de incêndio no mesmo intervalo, dos quais 37.035 foram na região amazônica. O Pará liderou o ranking estadual com 16.115 focos, seguido por Mato Grosso (9.731) e Bahia (8.645).
Em resposta ao agravamento, o governo federal declarou situação de emergência em 36 municípios amazonenses no sábado, 10 de outubro, e enviou 11 aeronaves e 250 brigadistas federais, além de mais 40 em deslocamento. A prefeitura de Manaus informou que a concentração média de material particulado fino (MP2,5) atingiu 196,4 µg/m³ às 6h do mesmo dia, nível classificado como “péssimo”.
No domingo, 11 de outubro, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e constataram focos em áreas de difícil acesso. Capobianco afirmou que, na ausência de fogo espontâneo no bioma, os focos são resultado de ação humana intencional, possivelmente vinculada a desmatamento futuro.
