No domingo (18/10), o primeiro debate presidencial promovido pela Band e pelo Estadão colocou frente a frente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a coluna de Roseann Kennedy no Estadão Política, Flávio adotou uma estratégia reminiscentes das usadas por Donald Trump em 2016, caminhando atrás de Lula para atrapalhar a transmissão de cortes nas redes sociais. O senador dominou o tempo de fala, mas suas provocações geraram percepções de arrogância, enquanto Lula se mostrou desorientado em alguns momentos, chegando a chamar o adversário de “palhaço” e “malandro carioca”.

A análise da coluna aponta que o embate foi marcado por trocas de ofensas e pouca apresentação de propostas concretas, o que pode influenciar a taxa de abstenção nas pesquisas dos próximos dias. Flávio destacou temas de segurança pública e custo de vida, enquanto Lula obteve saldo positivo ao discutir saúde e ao questionar a gestão do pai de Flávio, Jair Bolsonaro, no setor prisional. A equipe de comunicação de Flávio, liderada por Duda Lima, foi considerada mais eficaz que a de Lula, comandada por Sidônio Palmeira.

Ainda não há dados que indiquem como o debate impactará a intenção de voto; as pesquisas subsequentes deverão revelar se a estratégia de Flávio trouxe ganhos ou se contribuiu para maior desânimo do eleitorado.