No domingo (18/10), o debate promovido pela Band/Estadão reuniu os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Segundo análise de Diogo Schelp, publicado no Estadão Política, Flávio teve desempenho superior ao de Lula em termos de presença de câmera e clareza na mensagem, mas não conseguiu reduzir a rejeição que ainda pesa sobre sua candidatura.

O candidato à Presidência apresentou-se mais assertivo ao posicionar-se atrás de Lula com expressão de desaprovação e ao administrar melhor o tempo disponível. Contudo, nas trocas de perguntas livres, Flávio mostrou evasividade, especialmente ao ser questionado sobre seu histórico de voto e projetos no Congresso, limitando‑se a repetir propostas de segurança pública como redução da maioridade penal e construção de presídios.

Lula, por sua vez, abordou uma variedade maior de temas, mas, segundo a mesma avaliação, acabou listando assuntos sem aprofundar o contexto, o que dificultou a conexão com o eleitorado. O candidato também utilizou o espaço para relembrar escândalos associados a Flávio, sem, no entanto, oferecer respostas claras às acusações mútuas de corrupção que marcaram o confronto.

O texto conclui que, apesar da melhor performance de Flávio na forma, o debate não serviu de “bala de prata” para mudar a percepção negativa que ainda o cerca, mantendo a disputa em aberto para os próximos passos da campanha.